A empresa FedEx entra na briga pela mudança do nome racista da franquia da NFL em Washington
Declaração emitida por um porta-voz da empresa anuncia que foi solicitado ao time que o nome racista mude
02/07/2020 19h21 - por Marcelisco
A despeito do que o pensamento conservador do técnico Ron Rivera pode fazer você acreditar, a discussão pela mudança do nome racista da franquia de Washington é um papo PRA ONTEM e, agora, conta com um apoio, no mínimo, relevante: a empresa FedEx, detentora dos naming rights do estádio do time, na cidade de Landover, estado de Maryland.

Pois é, agora quem entra na discussão sobre a mudança do nome extremamente racista do time de Washington da NFL é a FedEx, cujo CEO, Fred Smith, é um dos donos minoritários do time. Sem o mesmo poder de decisão de Dan Snyder, principal dono da franquia, Smith tem o poder de influência de chefiar a empresa que tem, desde 1998, o direito de nomear o estádio onde o time realiza seus jogos. Esses direitos vão até o ano de 2025 e paga um valor anual de 7,59 milhões de dólares.

A informação vem da rede ABC 7 News - WJLA, da região de Washington, D.C., informando que um porta-voz da empresa soltou a seguinte declaração "Nós comunicamos ao time de Washington nosso pedido para que eles mudem o nome do time", em nossa tradução livre. Destaque para a maneira como a declaração se refere ao próprio time, sem mencionar a ofensa racial que costuma acompanhar o lugar.

Claro que, vindo de uma empresa com muito a ganhar em imagem apenas com a declaração de intenção de mudança de nome, ficamos desconfiados. Também sabemos que a declaração da FedEx é mais representativa do que, de fato, poderosa. Mas é impossível negar que já é um avanço e nossa torcida é para que, finalmente, o dono do time, Dan Snyder, passe por cima da sua falta total de caráter (pleonasmo quando falamos de bilionários, é claro), e decida renomear o time que, hoje, representa uma ofensa racial com tanto peso histórico.

Quem sabe um primeiro passo dado por quem ajuda a financiar a operação do time, não seja o empurrãozinho que estava faltando? Afinal, como sabemos, bilionário que é bilionário não se preocupa com nada nem ninguém contanto que seu bolso continue intacto, não é mesmo?




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